Se o seu sócio te passar a perna em uma estrutura em Hong Kong, você sabe onde vai ter que abrir o processo?
Se a sua resposta foi "no Brasil", você já começou perdendo. Onde se resolvem os litígios da sua empresa é o que define se você recupera seu dinheiro ou se fica apenas com o prejuízo.
Foro de eleição: onde é o campo de batalha?
O maior erro em um Operating Agreement é ignorar o foro de eleição. Se o seu contrato diz que as disputas serão resolvidas em Hong Kong, é para lá que você vai ter que mandar seus advogados. Não adianta reclamar com o juiz da sua cidade: ele não tem jurisdição sobre uma LLC ou uma Ltd estrangeira.
O campo de batalha se escolhe antes da guerra começar. Quem esquece essa cláusula acaba brigando onde o outro lado quer, com as regras do outro lado, e pagando pelos advogados do outro lado. O foro é poder.
Common Law vs. Civil Law
O Brasil segue a Civil Law, a lei escrita e codificada. Mas a maioria das jurisdições offshore segue a Common Law, baseada em costumes e precedentes. Em Hong Kong ou no Caribe, o juiz decide com base no que outros juízes decidiram em casos parecidos.
Se você não entende essa diferença, você está jogando xadrez achando que é damas. Na Common Law, contratos são lidos de forma mais literal, práticas de mercado importam, e a litigância é adversarial. Na Civil Law, o código fala mais alto. Quem cruza esses sistemas sem preparo está em desvantagem técnica antes mesmo de contratar o primeiro advogado.
O custo do litígio internacional
Brigar lá fora custa caro. Advogados em jurisdições de elite cobram em dólar, libra, euro — e as custas processuais são pesadas. Muitas vezes, o custo de processar o sócio é maior do que o valor da briga.
É por isso que a estrutura precisa ser blindada na entrada, para que o custo de te atacar seja proibitivo para a outra parte. Uma cláusula bem desenhada de foro, arbitragem e indenização de custas inibe processos frívolos. Quem quer te arrastar para uma guerra cara precisa saber, desde o início, que você não será um alvo fácil.
Arbitragem: a saída inteligente
Existe uma alternativa mais rápida, discreta e econômica que os tribunais convencionais para resolver questões cross-border: a arbitragem. Alias, esta é a alternativa favorita de gigantes como IBM, Apple, Google, Uber e Meta.
Seu Operating Agreement, seus Termos de Serviço e até seus contratos podem definir, de antemão, que qualquer disputa será resolvida por um árbitro privado, desde que aceito por todas as partes no ato de assinatura — ou até mesmo do aceite digital. A arbitragem evita audiências públicas, escolhe especialistas no assunto e produz sentenças reconhecidas internacionalmente.
Startaway: sua primeira linha de defesa
Na Startaway, exceto se você optar explicitamente por não participar, todos os seus documentos societários e contratos gerados pela plataforma podem trazer uma cláusula de mediação e arbitragem própria. Por que isso é bom?
Você já usa a Startaway para gerir a documentação, o compliance, as finanças e a comunicação do seu grupo empresarial internacionalmente. Suas informações estão, portanto, centralizadas, protegidas e passíveis de auditoria. Você, seus sócios e seus clientes acessam transparência de informações e transações entre si, com absoluto sigilo para o mercado — exatamente como os grandes fazem.
Além disso, quem melhor que a Startaway para analisar conflitos que ultrapassam fronteiras nacionais? Quando o campo de batalha é escolhido com inteligência, a briga nem começa. E se começar, ela termina rápido.